Em entrevista concedida nesta semana ao portal Boca no Trombone (BNT), o vereador e candidato a deputado estadual Julio Kuller (PL) apresentou suas propostas para as eleições deste ano, com destaque para a regionalização da saúde, e criticou a atuação da Sanepar e da Copel em Ponta Grossa.
Uma das principais bandeiras é a regionalização da saúde, para que pacientes de Ponta Grossa e dos Campos Gerais não precisem se deslocar até a capital para realizar exames e outros procedimentos que poderiam ser ofertados no próprio município “Nós temos uma cidade bem montada com relação à saúde, mas os nossos pacientes continuam sendo atendidos na região metropolitana de Curitiba porque não há uma descentralização da saúde. Esse vai ser um trabalho meu. Eu já encaminhei isso e vou fazer”, afirmou.
Críticas à Sanepar e à Copel
JK também relembrou dois episódios recentes envolvendo serviços estaduais que, segundo ele, demonstram a necessidade de uma atuação política mais firme em defesa de Ponta Grossa.
O primeiro foi a crise de abastecimento de água enfrentada pelo município em 2025 e 2026. Segundo Kuller, a população ficou mais de um mês com problemas no fornecimento e não houve uma reação política proporcional à gravidade da situação “A Sanepar nos deixou 40 dias sem água e você não viu, em momento algum, os nossos representantes defenderem a população e irem contra a Sanepar. Também não vimos o governador falar de Ponta Grossa e pedir desculpas à cidade, porque a Sanepar é um órgão estadual”, criticou.
Como presidente da Câmara à época, JK notificou e cobrou providências e, recentemente, a Sanepar fez um acordo e está pagando R$ 5 milhões em reparação aos moradores.
JK também citou os problemas de fornecimento de energia elétrica enfrentados pelo Distrito Industrial e por comunidades do interior. “Nós temos um grave problema também com a Copel, que tem deixado a desejar tanto no Distrito Industrial quanto no interior, onde os distritos sofrem com quedas de energia e a Copel leva até dois dias para fazer o religamento. Você deixa morrer uma criação, gera um monte de prejuízo, e os nossos representantes sequer falam sobre o assunto”, afirmou.
Falta de representatividade
Julio também apontou a falta de representatividade de Ponta Grossa no cenário estadual como uma das razões para sua candidatura. Segundo ele, o município perdeu força nos últimos anos, tanto na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) quanto na relação com o Governo do Estado, o que tem contribuído para a perda de investimentos “Ponta Grossa está abandonada no sentido de representação política. Nós temos menos investimentos, por exemplo, seis vezes menos que Cascavel, e a gente tem uma população maior que Cascavel. Ao longo do tempo, a nossa cidade foi perdendo essa representação e, com isso, perde investimentos. É claro que, quando você tem mais deputados, mais representantes na Assembleia, você tem uma defesa maior do município”, explicou JK.
Experiência para aproximar Estado e população
Ao final da entrevista, Julio destacou que sua experiência como vereador poderá contribuir para a atuação como deputado estadual. Ele lembrou os cinco mandatos como vereador e iniciativas como o Câmara nos Bairros, que aproximam o Legislativo da população “Nós fizemos o Câmara nos Bairros, que fez com que ficássemos ainda mais próximos da população. Isso será muito importante para mim quando estiver na Assembleia, porque estaremos junto das pessoas, sabendo aquilo que elas enfrentam no dia a dia. A nossa missão será transformar essas demandas em ações, leis e cobrança para que o Governo do Estado cumpra o seu papel”, concluiu JK.

