JK cobra regionalização da saúde após tragédia na BR-373

Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Ponta Grossa nesta quarta-feira (19),, o vereador Julio Kuller (PL) falou sobre a tragédia ocorrida na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais, e aproveitou o momento para retomar sua luta pela regionalização do atendimento de saúde no Paraná.

O acidente envolveu um micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva, que transportava pacientes para tratamento médico em Curitiba e região metropolitana. O veículo foi atingido de frente por um caminhão no km 209 da rodovia, deixando 23 mortos e 5 feridos. O município de Imbituva decretou luto oficial.

JK relacionou a tragédia à falta de infraestrutura das rodovias federais e estaduais e à centralização dos serviços de saúde na capital. “As nossas estradas do Paraná são péssimas. Algumas sem acostamento, outras todas esburacadas, e nós pagamos um pedágio caríssimo”, afirmou. “Foi uma grande tragédia, de pessoas que estavam buscando a melhoria da saúde e que hoje estão as famílias enlutadas”, completou o parlamentar.

Turismo da saúde

O vereador também citou o fenômeno que chama de “turismo da saúde” — pacientes de Ponta Grossa e região obrigados a se deslocar para outras cidades em busca de vaga em leito hospitalar, por decisão da Central de Regulação do Estado. “Hoje, Ponta Grossa leva seus pacientes para serem internados no [Hospital do] Rocio [em Campo Largo], em Castro, em Guarapuava, e isso está errado. A Central de Regulação não poderia fazer isso conosco, mas faz”.

Para Kuller, o modelo atual de investimento em saúde concentrado na Região Metropolitana de Curitiba torna os municípios do interior reféns do governo estadual. “A nossa cidade não é refém do governo e vai estar lutando sempre para ter a sua liberdade, porque a incumbência nossa nós estamos fazendo”, declarou.

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